Foram exatos 63 dias tentando esquecer uma pessoa.Durante esse tempo, a sociedade – que pra mim se resume a alguns membros da família e poucos porem queridos e valiosos amigos – parecia me dizer em coro que o meu antigo amor era autodestrutivo, doentio e sem futuro. E que esquecê-lo era o mais sensato, o melhor a fazer. “Olha Glaukin, nem amor era...” Para esquecer, lancei mão de todos os artifícios que estavam ao meu alcance: meditar, falar com Deus, vida regrada e até um ou outro livro de auto-ajuda.Tudo em vão
Acho que já falei isso aqui, não lembro.Qualquer coisa vou repetir: o verdadeiro herói se diverte sozinho.A solidão é a nobre arte de saber lidar com os nossos íntimos e sagrados pensamentos e idéias que seriam considerados loucos, bizarros e/ou impossíveis. É não esperar alguém pra te perguntar como foi seu dia, que venha dividir as contas ou nossas esperanças mais íntimas.
Depois de viver aquele amor inesquecível, estou comigo mesmo e, querem saber?, Enquanto Deus não se comunicar, vou seguir por essa estrada, me contentando em não ter que responder perguntas do tipo “Aonde é que você estava ontem?”
Algumas pessoas parecem preocupadas comigo. Não sabem da intensa felicidade que é a solidão. “Ah, Glaukin, não acha que é uma opção meio amarga?” Não sabem.Fui feliz com alguém um dia.Na verdade, foi mais que alguns meros dias.Em todos os outros dias, me imaginava sozinho.E era um doce filme, cheio de esperança e luz, que se passava na tela da minha cabeça. Hoje estou nesse filme, e ele tem se mostrado mais que sedutor e surpreendente do que eu havia imaginado. É claro que, por vez ou outra, recebo a visita da dúvida: por que não me apaixonar por alguém, viver feliz para sempre e ter um cachorrinho chamado Totó?Uma das respostas que sempre vêm é que, apesar de o amor ser lindo e tudo mais, ele dá trabalho.Atualmente, estou à procura de um momento vazio e sereno, de uma preguiça onde ninguém reclama dela.Só os escassos em imaginação e os pobres de espírito perdem tempo à procura de uma felicidade estável e permanente. Não que não exista,mas se existe,é inevitável que você encontre o ponto de felicidade que tanto deseja.Eu procuro sofrer menos e sempre me consulto: “E aí, Glaukin, pipoca com videogame ou Hambúrguer com os amigos?” Sei que é pouco provável que consiga esquecê-la.Ou que nosso amor volte.O tempo é um deus que sabe muito bem sobre como deixar tudo no seu devido lugar.Enquanto espero por sua passagem, procuro um hobby legal.Alguém me recomenda algum?

2 comentários:
tem a CEDI.. ja ouviu falar???
ela tende a ajudar a gente a esquecer um pouco da nossa vida, e rir da vida dos outros... até q é bom..hehehe
relaxa, Glaukin...
tudo vai acabar bem. =)
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